Poesias enviadas
Poesias enviadas

ENVIE SUA POESIA OU CONTO PARA O NOSSO SITE, E DIVULGUE CONOSCO O SEU TRABALHO.


Ver Comentários  ::  Deixar Comentário


Comentários: 74   Páginas: 15                << Primeiro  |  < Atrás  |  2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12  |  Seguinte >  |  Último >>

Post 31 Inserido por Comentário:
Nome: João Alberto Di Sandro
De: Colegiado Acadêmico do Clube
Pobre flor
João Alberto Di Sandro

Entre as sementes no jardim semeadas,
Uma flor no meio de centenas se destacou.
Seu porte esbelto, suas pétalas delineadas,
Era pura beleza o botão que desabrochou.

Ao seu lado, outras tantas, também delicadas,
Enfeitavam o canteiro que o jardineiro plantou.
Multicoloridas, desde as azuis às encarnadas
Adornavam a “flor”,que a natureza ali colocou.

A brisa amena soprava as flores ali plantadas,
Refrescando a terra que o sol quente ressecou,
Fazendo as folhinhas ficarem desidratadas.

No horizonte, um forte barulho no céu ecoou...
Veio uma chuva forte provocando enxurrada,
Levando o que ali existia. Até a flor soçobrou.
Adicionado: September 13, 2011 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP
Post 32 Inserido por Comentário:
Nome: adeval
De: santa rita d'oeste
Email: Contacto
MAIS UMA NOTA

Nota-se um frenesi por entre as pessoas, um sofrimento desatado de almas perdidas, uma ocorrência entremeada de desatinos; pessoas e coisas: partilha de destinos.
É a fria, a cruel, a fatal separação; tudo como a vida:
por vezes, desilusão mas, nada mais que a certeza da morte.
Santa Fé - 20/06/11, 12:30 horas.
Adicionado: August 10, 2011 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP
Post 33 Inserido por Comentário:
Nome: Ka Santos
De: Piracicaba
Email: Contacto
Água Divina

Chove.....
E a chuva apesar de triste, traz esperança, como tudo que vem do céu.
Uma esperança tênue que tudo vai melhorar.
E eu aguardo...
Espero na chuva, a mesma sensação fresca de algo repentinamente bom.
Cada gota traz uma letra, e cada letra uma canção.
Sons mudos de uma alegria contida, tímida, invertida.
E como guarda-chuva, eu me amparo nas beiras de minhas próprias calçadas, repletas de chão duro, mas de janelas abertas.
Porque sei que posso trancá-las, mas não quero...
Quero que a luz de fora possa entrar e o ar de dentro possa fugir tranqüilo.
A maçaneta da porta é como pensamento, impossível tocá-la, e isso faz com que nunca seja usada.
Nas paredes, lembranças...
Fotos, fatos e versos nunca vistos, nunca sentidos, apenas observados na mais completa resiliência.
E ainda chove... As telhas, molhadas, transmitem toadas silenciosas, a fim de não acordar os sonhos de ninguém.
Eles, acordados ou não, são para sempre nossos, mas dormindo não nos assustam tanto.
As flores da varanda dançam sutis no vento, buscando o eco de seu perfume.
O vento canta desafinado, sem ritmo, e meus ouvidos riem de seu soar desajeitado.
Ele é menino, ainda não sabe sua força e sua maravilhosa meiguice.
Mas traz consigo medo e fascínio, rompendo barreiras, fertilizando os campos.
No varal, não há nada... Assim como em minhas mãos, que buscam incessantemente estarem repletas de mim mesma.
No telhado, algumas goteiras enchem a sala de meu coração, mostrando que nem tudo depende de mim.
Resta-me apenas secar esse pranto e no chão que ficou úmido, plantar uma roseira. Com novas pétalas, novo perfume, novos espinhos.
No portão a chuva aperta. E assim, posso sentir seu cheiro e sua força. E é isso que desperta meu coração para ver que eu sou uma equação divina, nunca desvendada, pouco entendida, mas eternamente cheia de amor.
Por fim, a chuva parou...
Fez seu magnífico papel de conselheira, jogou sobre mim tudo que me faça ver, sentir, viver...
E foi-se...
Em cima da cama florida, nos aposentos de minha alma deixou um breve bilhete: - “Vim apenas para molhar seu sorriso”

Ka Santos
Adicionado: July 5, 2011 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP
Post 34 Inserido por Comentário:
Nome: Ka Santos
De: Piracicaba
Email: Contacto
RENASCIDA EM FLOR

Aos pés de mim mesma
Vi todas as sombras
Deixadas por paredes trincadas
Fases recortadas
Em linhas feridas

Buracos fundos
Nunca imaginados
Foram escolas maestras
Cheias de escolhas incertas
Pintados nesses retratos

Trouxeram águas escorridas
Em meu rosto criança
Foram tristezas sentidas
Perguntas acolhidas
Numa profunda esperança

Mas dentro desse escuro
Repleto de esquadros
Nasceu um céu intenso
Luzes explodiram
Desse absurdo imenso

E refiz aquela criança
Que do pó se fez flor
Correu em direção do vento
Deixou pra traz o lamento
E gritou apenas
Por amor

Nesses versos pintados
Refletidos em viagem
Pude ver a mulher nascida
Que antes retorcida
Transformou-se em miragem

Depois de tudo
Nasceu por fim
Num ninho celeste
Apenas um Eu colorido
Brilhante
Cipreste

E cheia de amor
Continuo...
Serei para sempre
A criatura que voa
A mulher que se doa
A filha do Tudo

Ka Santos
Adicionado: July 5, 2011 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP
Post 35 Inserido por Comentário:
Nome: João Alberto Di Sandro
De: Colegiado Acadêmico Piracicaba
Email: Contacto
Adicionado: João Alberto Di Sandro

No jardim orlado de belas e delicadas flores,
Uma linda borboleta azul entre elas esvoaçava.
Quem sabe, para sentir dos néctares os sabores,
Em cada uma das flores, um beijo depositava.

Beijos, que nas plantas não causavam desamores...
A borboleta, com muito carinho, no cálice tocava.
Agitando suas asas sem estardalhaço ou rumores,
A cada beijo, na virgem corola um pólen trocava.

Assim, ensinada pela natureza e sem opressores,
A borboleta ao beijar a flor, também a polinizava,
Fazendo com que em breve aparecessem novas flores.

Tal qual a borboleta azul, que pelo jardim deslizava,
Outros seres estão na natureza como colaboradores.
Sem eles, a continuidade da vida jamais se realizava...

Siete:sonetosdejoaoalberto.com (joão sem til)
Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP

<< Primeiro  |  < Atrás  |  2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12  |  Seguinte >  |  Último >>