Poesias enviadas
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Post 6 Inserido por Comentário:
Nome: PAULO R. S. FRANCO
De: Rio de Janeiro/RJ
Email: Contacto
GANHEI NA LOTO

Ganhei na Loto. Ih, beleza pura!
Fui morar em Ipanema numa cobertura.
Casa de praia em Cabo-Frio. Que arquitetura!
Carro do ano. Muita farra. E quanta loucura!

Ganhei na Loto. Entrei de “pé direito”.
A sogra foi morar comigo – nem tudo é perfeito.
Credores mil em minha porta – isso dá-se um jeito.
Novo rico. Emergente. Isso não é defeito.

Ganhei na Loto. Veja que euforia!
Apareceram uns parentes que eu não conhecia.
Voltei a ver alguns amigos que há muito não via.
As ex-mulheres me trouxeram filhos que eu não tinha.

Ganhei na Loto. Não foi tão legal.
Só de pensão alimentícia, foi “um carnaval”.
Mais de quarenta em minha casa pra passar Natal.
Minha vizinha me acusou de a**édio sexual.

Ganhei na Loto. Foi uma pilhéria.
Paguei tanta indenização, que fiquei na miséria.
Caí nas mãos de agiotas. Coisa muito séria.
E os parentes? E os amigos? Foram pra... “Sibéria”.

Ganhei na Loto. Que azar o meu!
Nossa empregada engravidou e disse que fui eu.
Minha mulher me abandonou. Meu cachorro morreu.
A polícia foi chamada e, quando me prendeu...
eu acordei. Foi tudo um sonho. Dei graças a Deus!
Adicionado: November 2, 2013 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP
Post 7 Inserido por Comentário:
Nome: PAULO R. S. FRANCO
De: Rio de Janeiro/RJ
Email: Contacto
VOLTAR É O PIOR CAMINHO

Não hei de temer a morte
e nem reclamar da sorte.
Toque-se o barco pra frente.
Olhar pra trás é pecado;
o que passou é passado.
Pra frente, que atrás vem gente!
Tem um ditado certinho:
“voltar, é o pior caminho”.

Se, num ponto da estrada,
gente, mal intencionada,
me atrapalhar um pouquinho
(lembrei-me da citação):
todos eles passarão;
e eu, é claro, passarinho.
Recuar? Nem um passinho!
Voltar, é o pior caminho.

E, se ao chegar ao destino,
aquele “céu”, que imagino,
for coisa bem diferente...
desarmo a barraca “na hora”;
faço as malas, vou-me embora.
O Inferno é mais adiante?
Sigo pra lá num instante.
Teimoso eu sou (um pouquinho).
Voltar, é o pior caminho.
Adicionado: November 2, 2013 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP
Post 8 Inserido por Comentário:
Nome: PAULO R. S. FRANCO
De: Rio de Janeiro/RJ
Email: Contacto
COMO SE UM TANGO BASTASSE

Nem sempre “frio en’el alma”;
às vezes fogo no peito.
Nem sempre o prazer e a calma;
às vezes, a dor e o amor mal feito.

Nem sempre “lábios calientes” ;
às vezes, dentes cerrados.
Um sibilar de serpente.
Um veneno inesperado.

Nem sempre mãos de veludo;
às vezes garras e dentes;
um rio alagando tudo,
ondas “rompendo corrientes”.

E, como se um tango bastasse,
saímos bailando “por el salon”,
como se nada importasse
além dos acordes “del bandonion”.
Adicionado: November 2, 2013 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP
Post 9 Inserido por Comentário:
Nome: PAULO R. S. FRANCO
De: rIO DE jANEIRO
Email: Contacto
TESOURA E PAPEL

Era uma vez: um menino
calado, franzino,
mas de olhos espertos.
Passava-se o dia
e a gente esquecia
que ele estava por perto.

Natal se aproximava
e o menino contava
os dias nos dedos.
Mas o dinheiro faltava,
e ele mesmo inventava
seus próprios brinquedos.

Com uma tesoura,
um cabo de vassoura,
um papel cartão...
E ora era um carrinho
ora, um cavalinho
ou um avião.

E assim o tempo passou
e, um dia, desencantou
aquele “papai-noel”.
E nunca mais, os problemas,
resolveram-se apenas
com tesoura e papel.
Adicionado: November 2, 2013 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP
Post 10 Inserido por Comentário:
Nome: Luis Pereira
De: Capivari/SP.
Email: Contacto
(...)Nesse momento, uma luz brilhante adentrou-se no quarto e, incorporou-lhe a sua aura. E, ele sentiu que o seu coração bateu compassadamente, embora uma dor aguda comprimisse-lhe o peito, mesmo assim encheu-se de júbilo e uma alegria infindável banhara toda a sua alma. Nessa hora percebeu que Deus estava a seu lado, então, não teve mais medo, fechou os olhos e, deixou que seu corpo começasse a flutuar levemente. Uma luz mais forte, acompanhada de duas luzes menores e mais penetrantes adentrou-se no quarto e, passou a conduzi-lo. Ele parecia não querer ir e, volta e meia olhava para a cama e lá estava o seu corpo estirado. Mas como deixar o corpo se a sua vontade era a de retornar?...porém havia um sopro maior e uma luz Divina que o convidava para ir em frente. Daí, ele não resistiu e, soltou o corpo de vez, deixando que a sua aura se confundisse com a luz que o conduzia, levitando como alvas plumas até chegar próximo das estrelas que os esperavam com as suas luzes prateadas, confundindo-se, já com a pureza da sua alva alma que tinha aprendido a lição do verdadeiro amor...
(trecho do meu livro: Murmúrios de uma primavera)
Adicionado: June 30, 2013 Responder a esta entrada  Apagar esta entrada  Ver IP

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